quinta-feira, 30 de agosto de 2007

FIM DE FÉRIAS

Um mês passou esde o meu regresso a casa para umas belas férias. Posso dizer que oram das melhores dos últimos anos. Apesar de estar cansada e sem vontade de começarva estudar - axo que tou mais cansada agora de nao fazer nada- foram das melhores férias dos últimos anos.
Um mês em casa fez-me pensar e sentir saudades de alguns amigos, reeencontrar outros que não via fazia muito tempo, estar perto dos meus amigos de sempre...
Já no fim do mês faço um balanço positivo embora com uma certa nostalgia. Penso como será no próximo ano e de tudo o que a esta altura já terá acontecido (espero eu).

Quanto a ti amiga estou muito muito feliz por ti, por saber o quanto estás feliz e pela grande amiga que és. Adoro-te e vou estar sempre cá para partilhar contigo momentos como este e os que se aproximam...

sexta-feira, 27 de julho de 2007

De regresso a casa...



Amanha tou de regresso a casa...
Finalmente férias na terra que me viu nascer, crescer e tornar-me a pessoa que hoje sou...
Todos somos um pouco a terra em que nascemos e crescemos...
Gosto de voltar às origens....

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Crianças desprotegidas

Atrás dos muros altos com garrafas partidas
Bem para trás das grades do silencio imposto
As crianças de olhos de espanto e de medo transidas
As crianças vendidas, alugadas, perseguidas
Olham os poetas com lágrimas no rosto.
Olham os poetas as crianças nas vielas
Mas não pedem cançonetas
Mas não pedem baladas
O que elas pedem é que gritemos por elas
As crianças sem livros, sem ternura, sem janelas
As crianças dos versos que são como pedradas.


Raúl Amilcar

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Sei...

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Fernando Pessoa

terça-feira, 24 de julho de 2007

Viana Polis


Viana do Castelo foi a primeira cidade do país onde o programa Polis entrou em funcionamento, em Junho de 2000 e deveria ter sido concluído em Dezembro de 2003, há quase quatro anos. Mas a verdade é que o programa continua com obras em curso, e algumas das intervenções poderão nunca ser feitas. Caso disso é a famosa demolição do não menos famoso prédio Coutinho, que anda nas barras dos tribunais, assim como outras demolições de habitações pelo facto de não serem estéticas. Entre acordos quanto a possiveis indemnizações, providencias cautelares e demais atrasos, Viana do Castelo tornou-se uma cidade em obras constantes, que nunca mais acabam e em que os prazos são constantemente prorrogados. Verão os vianenses algum dia o programa Viana Polis concluído?

Eleições no PSD

Luís Filipe Menezes confirmou hoje que é candidato à presidencia do PSD nas eleições directas de 28 de Setembro, concorrendo com Marques Mendes e com o advogado Castanheira Barros (que apresentará a candidatura na próxima quinta-feira).
Conseguirá após estas eleições e o Congresso extraordinário de Outubro, o PSD ter um líder à altura do Partido e fazer uma oposiçao forte? Sinceramente espero que sim...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Olhar... (Parte II)

"Isto é para ti que foste minha sem nunca o seres, ser etéreo que beijei nos meus sonhos, que tantas vezes acariciei sem nunca ter tocado, que em tantas ocasiões jurei ter ao meu lado. Foste turbilhão de paixões e frieza de cal. Foste o meu mundo mas dele nasceste. Foste aquilo que eu sempre desejei, que alcancei, mas nunca tive. Qual janela para o meu íntimo, provaste que existe um sexto sentido que, ao contrário dos outros cinco, não permite que interiorizemos o mundo exterior mas sim que exteriorizemos o nosso universo interior e que moldemos tudo o que se passa em nosso redor, com base nas nossas mais profundas convicções. Foste príncipio e fim, alfa e ómega, em suma, uma existência por mim criada e que nunca consegui percepcionar, até porque os sonhos também fogem da mente que os cria...Sei que há bocadinho de ti espalhados por todo o lado, esvoaçando ao sabor do vento.Para onde te leva ele? Só ele sabe...
Sabes que dói ver-te desvanecer como se fosses uma miragem. Tantas vezes olhei para ti e vi a essência da alegria no teu olhar. Talvez estivesse enganado, talvez o olhar não fale, porque sempre julguei que o teu olhar me dizia, sistematicamente, com sentimento,...
Ou então nos momentos em que só o olhar fala, vivemos numa ilusão..."

Daniel Lourinho de Campos - "quando só o olhar fala"

domingo, 22 de julho de 2007

instigação...

Por que é que encomendar a morte da mulher pode não ser crime?

Um empresário que encomendou a morte da mulher foi absolvido por não se ter consumado o crime. Podia ser de outra forma? Não, diz a lei...

Olhar...

"As pessoas menosprezam o poder de um simples olhar. Há a tendência de se considerar a fala como o principal método de comunicação, pelos mais óbvios e elementares motivos: é com ela que nos entendemos, que dizemos o que está bem e o que está mal, que orientamos e desorientamos, que acariciamos e agredimos, que ofendemos e elogiamos, que comunicamos ao outro o que vai na nossa alma. Mas a palavra pode ser o reflexo da hipocrisia que queremos demonstrar, cada frase que proferimos pode estar carregada dos mais falsos juízos de valor sobre o que acreditamos e vivemos. A fala é uma arma, é uma faca de dois gumes, dicotomia constante e áspera entre dois mundos. A fala é o espelho do Homem, reflecte todos os seus defeitos e virtudes, ainda que não o percepcionemos na altura em que a palavra é dita. A fala é a mentira e a verdade, o imaginário e o concreto, mostra aquilo que somos e aquilo que queremos ser. Mas o olhar apenas reflecte a verdade. Há muitas frases feitas que versam sobre este tema: “o olhar é o espelho da alma”, “os olhos nunca mentem”… Cada uma sintetiza de forma correcta o verdadeiro e importante papel que a visão desempenha no nosso mundo, não apenas como forma de termos a primeira percepção do universo que nos rodeia, mas também como maneira de transmitirmos a esse universo o nosso mundo interior. Ainda que os nossos gestos indiquem que tudo está bem, o olhar denuncia que algo não está certo. Ainda que nos vangloriemos de um facto que não nos é legítimo, o olhar viaja para longe, como que tentando fugir da mentira que a fala impõe. Ainda que digamos detestar alguém, os olhos dizem amar. Se é facto que os olhos são o espelho da alma, não é menos verdade que apenas somos nós próprios quando só o olhar fala."

Daniel Lourinho de Campos, in "Quando só o olhar fala"

sábado, 21 de julho de 2007

Gueixas



A palavra "geisha" significa literalmente "pessoa da arte, artista", e ela foi originalmente usada para designar comediantes e músicos que se apresentavam em banquetes e festas particulares no século XVII. Assim, as primeiras gueixas não foram mulheres, mas homens. Os otoko-geisha (artistas masculinos) eram especializados em entreter pequenas platéias em festas, dançando, cantando contando histórias e piadas. Como os palcos estavam proibidos às mulheres, as festas privadas tornaram-se os únicos lugares onde as mulheres podiam tocar música, dançar e cantar, e assim surgiram as onna-geisha (artistas femininas).

Como artista, a gueixa tem a obrigatoriedade de ser versada em música, dança, canto e literatura para entreter os comensais num banquete. Essa era a principal atividade exercida pelas gueixas.

Sentar-se à mesa e fazer companhia para os homens era algo que só as prostitutas faziam - mesmo porque elas queriam garantir que seus clientes quisessem sua companhia após o jantar. Mas aos poucos, os próprios clientes passaram a pedir que as gueixas também se sentassem à mesa. Educadas e cultas, as gueixas tornavam a conversação mais agradável e o tempo fluía mais rápido. Com as gueixas, os clientes conseguiam um tipo de relacionamento que não conseguiam ter com suas esposas, ou mesmo com as prostitutas. E nem sempre os homens que íam aos banquetes queriam fazer sexo depois de comer. Percebendo que muitos queriam apenas distrair-se, ou quando muito flertar, as gueixas descobriram seu público.


As gueixas tornaram-se símbolo de uma invejável independência, que as demais mulheres no Japão de então não tinham. A partir da Restauração Meiji elas passaram a desfrutar de prestígio, tendo contato com os políticos mais influentes e os empresários mais bem-sucedidos, e de um estilo de vida glamuroso. O que elas usavam virava moda e eram imitadas por outras mulheres - o que fez com que os quimonos continuassem sendo usados pelas mulheres por mais tempo que os homens, que rapidamente adotaram o vestuário ocidental.
Gueixas viviam com luxo, freqüentavam festas, não faziam trabalhos domésticos nem cozinhavam, dedicavam-se à dança e à música, podiam ter vida sexual e não precisavam se casar.

Ser uma gueixa é mais do que uma mera profissão. É um estilo de vida que exige total e absoluta dedicação. É aceitar acima de tudo que será uma vida de servidão, que eventualmente terá grandes recompensas. Como tudo no Japão, ser gueixa é também um do, um caminho a ser percorrido pelo resto da vida.

O treinamento básico de uma jovem gueixa dura no mínimo 5 anos. As jovens gueixas aprendizes são chamadas maiko (mulher da dança). Enquanto aprendizes elas dedicarão seus dias a aulas de dança, canto, música, literatura, e na prática de uma etiqueta que mudará seus modos, gestos, até a linguagem corporal, para alcançar o padrão de elegância que se espera de uma gueixa. À noite, ela irá a festas e banquetes para entreter os convidados e observar atentamente as gueixas experientes, para aprender como agir e se portar vendo o exemplo delas. A esta prática dá-se o nome de minarai (aprender vendo). Em média, paga-se de 500 a mil dólares por hora por gueixa, sendo que nunca uma gueixa vai sozinha. Quando se "contrata uma gueixa", contrata-se no mínimo duas.

( http://www.culturajaponesa.com.br/)